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vera martins - por um fio...ETERNIZADO
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victor lema riqué - el bosque II
yara dewachter-quase verdades
yolima reyes - sorbitos
edu rodrigues - válvulas
de 21/8/2013 à 18/9/2013.
Válvulas

Era um tempo quando os aparelhos tinham volume e
profundidade. A maioria possuía um rosto e alguns até
pernas. Objetos feitos em verdadeiras madeiras, baquelite ou algo assim, em tons suaves e variadas formas. Atrás deles haviam frestas por onde se espiava com certa dificuldade, curiosidade e medo de levar um choque daquelas estranhas entranhas. Descobrir algo dentro daquelas coisas que emitiam e captavam som (e algumas faziam ainda outras mágicas)... Espreitar aquele sombrio submundo labiríntico de fios coloridos entrelaçados que percorriam internas ruas e avenidas entre pequenos e diferentes prédios de vidro e metal que emitiam fracas luzes... suspeitar que ali habitava um mini e invisível povo trabalhando para que aquelas coisas funcionassem.
Nessa exposição Edu Rodrigues escolhe retratar um pedaço desse universo, as válvulas. Talvez os mais estranhos, icônicos e belos componentes desse pequeno mundo, as imagens obtidas ajudam a dissecar, interpretar ou pelo menos ver mais de perto essas hoje inexplicáveis coisas.
Para quem conviveu com aquelas engenhocas ou com o que restou delas, as imagens de Edu causam pequenos arrepios elétricos vindas de um passado perdido. E talvez para quem vê pela primeira vez esses estranhos objetos, também expostos como pequenas esculturas, a sensação pode ser perceber neles uma estranha beleza e um futuro que já aconteceu. Daquelas pequenas, intrincadas e inexplicáveis construções de metal e vidro, com sutis interferências ou em sua pura forma, personagens se materializam ou são sugeridos. Robôs de sorriso malicioso e corujas congeladas, guerreiros apaches e bebês tupis. Também foguetes apontados para a Lua e secretos ícones etíopes. E ainda torpedos dos mares gelados e uma vovó transparente. Não
só, pois todos tem personalidade e sugerem histórias.
Edu cria imagens cuidadosas e livres, reveladoras de
detalhes e delicadezas que vão muito além do
entendimento da bela obsolescência dessas formas,
proporções e materiais que hoje nos servem para o belo
nada.
Caio De Medeiros F.
Estudio Manus