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akira umeda - yurei
alzira fragoso - encarnado
ana kesselring - corps du monde (corpos do mundo)
ana michaelis - ilusão
ana nitzan - ...foi num dia, no jardim
ana nitzan - sublimação
ana paula lobo -"e se houvesse ainda e sempre e somente palavras"
antonio sobral - arrebentação
antonio sobral - força latente
antonio sobral - perestroika
carlos emilio - cintilações
catherine ferraz - catherine, la tête dans les nuages
cecilia dequech - solitude
cristiane mohallem - canção da estrada
cristiane mohallem - céus são céus
cristiane mohallem - entre mãos: pinturas
daniella liu herzog - transpaisagens
dconcept hospeda Aluga-se
dione veiga - solutilis
edu rodrigues - geografia
edu rodrigues - válvulas
estrela do pari futebol clube
felipe o. mello - majesty
felipe oliveira mello - herdeiros
flavia vivacqua - flavia vivacqua
gabriel nehemy - azul, cinza, rosa
juliana garcia - avulsos em série
katia fiera - e quem quiser que conte outra...
katia fiera - katia fiera
kika nicolela - exquisite corpse video project
lucas lenci - aifonepics
luiz sôlha - cineramas
marcos vilas boas - cenários
marcos vilas boas - horizontes retos
marcos vilas boas - meio-dia
marcos vilas boas - na altura dos olhos
marina ayra - bruma espuma ao amanhecer-
marlene stamm - da aurora ao crepúsculo
marlene stamm - silêncio
Mosaico
néle azevedo - o que pode um corpo?
nicole mouracade-nin - cadernos de zizi
no limite da linha - coletiva de desenho
patricia bigarelli - silêncio
renata cruz - classificação das espécies
rosângela dorazio - pelas paredes
rosilene fontes - uma historia da infância
teresa berlinck - biblioteca ilustrada, sábado e domingo
vera martins - por um fio...ETERNIZADO
vicente de mello - noite americana - interiores
victor lema riqué - el bosque II
yara dewachter-quase verdades
yolima reyes - sorbitos
marina ayra - bruma espuma ao amanhecer-
de 9/2/2011 à 11/3/2011.

Desenhos vêm da alma. São a ligação mais direta entre a mente e o meio. A mão e o material se juntam num exercício de liberdade e permitem que a criatividade reine sem restrições.

A conexão de Marina Ayra com a história da arte acontece claramente na Belle Époque, com sua veneração da linha, da elegância e da poesia. A mulher figura como musa. Mas essa inspiração só podia acontecer porque Marina vive no mundo de hoje e conhece, também, a obra da Mira Schendel. Vive na cidade frenética de São Paulo. E é ao passar por todas essas experiências que a sua mente pode se abrir novamente para o passado. Dessa mescla nasce uma obra nova, sensível, densa, apesar da leveza do traço. Consegue juntar a elegância superficial do Art Nouveau ao sentimento existencial de Egon Schiele e à poesia investigativa de Mira.

Existe uma forte conexão, ainda que inconsciente, com a arte oriental. Em algumas das obras mais recentes entra uma questão mais existencial: atrás do mundo das fadas existe um mundo real e cruel: a delicadeza do traço é interrompida por manchas vermelhas, escorridas, como se fossem feridas. É na tensão entre o belo e a expressão do mundo interior que nasce a obra de arte.

Pieter Tjabbes