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de 2/6/2007 à 30/7/2007.
Do macro ao micro. O que inicialmente mais chama atenção nas fotos de Carlos Emílio de Sá e Silva é o ato da captura “científica” de gotículas mínimas de água. Condensadas, congelas e estratificadas no papel. Impressas. Tais como carimbos de água dos antigos ateliês japoneses. Marcas d’ água. A onda do mestre Katsushika Hokusai. As antigas aulas de biologia. O microscópio da aula de ciência.
Podem-se estabelecer relações com a arte americana desde meados dos anos 60 até hoje: as “Piss” ou “Blood pictures”, ou ainda as “Ejaculated Trajectory” de Andrés Serrano. Paralelos com o novo realista Yves Klein. A matéria pulsa, é conteúdo e não apenas forma plástica. Fotos em que o esperma, sangue, a terra, o ouro e, no caso, de Carlos Emílio, a água - são o conteúdo e invólucro. A utilização do orgânico, pulsante, enquanto forma plástica. Jackson Pollock e seu gotejar, “action painting” , onde o deixar o acaso intervir na obra e o mero rítmo da repetição do gesto é a poética direcional da obra.
Há nestas trajetórias de água, um “dripping”, um gotejar. A tentativa de capturar o efêmero e insólito volume de algo invisível em sua forma natural. Liquída gasosa, sólida. Fluída, nuvem, gelo.
Impressionismos.
A água.

Neutra
Potável
Benta
Mineral
Gasosa
Corrente
Ejaculada
Lágrima.
Paisagem. Horizontes de água. Estalactites e estalagmites. Formações rochosas.
Jóia.
Um colar reluzente de diamantes. Puro. Translúcido.
Bizotado no arquejar da trajetória onde dança, caí e fluí.
Águas lapidadas. Ornam, enfeitam e seduzem nosso olhar.
Via Láctea de gotas.
Colar. Redução do múltiplo ao uno.
Vidro. Vitrine. A sedução do olhar e não poder tocar. Do exibir-se. Voyeurismo.
Orvalho matinal.
Cristais de Neve.

Ornamentos barrocos de água. Volutas. Ondas. Água concreta. Dualidade. Respingos congelados. O instante na vitrine.
Fio de Ariadne. Translúcido. Ornamento orgânico e fluído. Células.
H2O
Delta que deságua.

Águas cintilantes.
Cintilações

Dão água na boca

Dani Samad