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néle azevedo - o que pode um corpo?
de 25/10/2008 à 22/11/2008.
O que pode um corpo?"
Exposição de Néle Azevedo reconstitui sua trajetória
das esculturas em ferro até as intervenções
com monumentos mínimos em gelo.

Depois de subverter os cânones do monumento com esculturas que representam pessoas anônimas, possuem menos de 20 cm de altura e perecem minutos depois, por serem feitas de gelo, a artista plástica Néle Azevedo indaga as possibilidades do corpo, numa referência ao filósofo Espinosa: "O que pode um corpo?", na exposição que realizará de 25 de outubro a 22 de novembro de 2008, no dconcept escritório de arte, em São Paulo.

Em comum com as esculturas de gelo, o novo trabalho tem a transparência da resina e a capacidade de sensibilizar o espectador ao fazê-lo defrontar-se com sua própria realidade. Se nas intervenções urbanas com esculturas de gelo, os transeuntes distraídos eram surpreendidos por uma exposição nua e crua da ação do tempo, na mostra "O que pode um corpo?", visitantes voluntários irão deparar-se com a sua realidade física individual refletida nas superfícies de acrílico que cobrem os desenhos.

O que poderá o corpo de cada espectador diante da própria imagem, enquanto observa os corpos em resina? O que poderão, onde quer que estejam, esses corpos anônimos capturados pelo olhar da artista e agora transformados em objeto artístico?

Caso existam respostas a essas perguntas, elas só serão encontradas no silêncio interno de cada espectador. Para Néle, indagar sobre as possibilidades dos corpos significa revisitar o percurso feito desde as esculturas de ferro até a dissolução do corpo no gelo, buscando uma nova forma de entendê-lo. Por isso escolheu um cenário intimista, com apenas 14m², no dconcept .

"O que pode um corpo?" reúne esculturas de resina e desenhos além de uma peça única em ferro, todas feitas ao longo dos anos que antecederam as intervenções com esculturas de gelo.

Sylvia Leite
Doutoranda em Filosofia – USP