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de 15/2/2005 à 2/4/2005.
As fotografias da séria Expansão e Novíssima Dimensão confundem nossa percepção ao jogar com o peso e a densidade do ar e da água. A partir de balões de hélio, gás mais leve do que o oxigênio, Flávia Vivacqua brinca com bolhas translúcidas que flutuam na praia como se fossem águas-vivas inofensivas. Certo estranhamento aflora dessas imagens que retiram o espectador de seu prumo. Em Novíssima Dimensão, por exemplo, a linha do horizonte não separa o céu do mar. A parte superior da fotografia, em vez de azul celeste, está tomada pela areia da praia que comprime a imagem e inverte as relações entre alto e baixo.
Flávia apresenta também, projetado nas paredes da galeria, um vídeo da performance Travessia, realizada no ano passado no Morro de Santa Teresa, no Rio de Janeiro. Trata-se de um percurso em que uma mulher - com vestido branco suntuoso e uma espécie de chapéu com esferas prateadas que iluminam o caminho - atravessa os Arcos da Lapa seguindo o trilho do bonde até chegar ao Largo das Neves. Entretanto, isso não fica rapidamente evidente para o espectador, o farol forte dificulta, num primeiro momento, o reconhecimento de que não se trata de um bonde. A luz que nos ofusca funciona como um falso índice do trem.
O trabalho da artista está longe da crença futurista no progresso da sociedade industrial, na velocidade e na identificação do homem com a máquina. Ao contrário, a substituição do bonde pela figura humana parece incluir uma dimensão afetiva. Em Travessia, a ausência do bonde, veículo movido à eletricidade que um dia foi veloz e simbolizou o desenvolvimento da cidade, não é dominada pela nostalgia. Os passos lentos da performer levam a uma desaceleração e a uma espécie de adesão àquela vida pacata que o bonde, que um dia também foi movido à tração animal, permite que os cidadãos tenham

.Cauê Alves