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akira umeda - yurei
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ana nitzan - sublimação
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katia fiera - katia fiera
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marcos vilas boas - horizontes retos
marcos vilas boas - meio-dia
marcos vilas boas - na altura dos olhos
marina ayra - bruma espuma ao amanhecer-
marlene stamm - da aurora ao crepúsculo
marlene stamm - silêncio
Mosaico
néle azevedo - o que pode um corpo?
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patricia bigarelli - silêncio
renata cruz - classificação das espécies
rosângela dorazio - pelas paredes
rosilene fontes - uma historia da infância
teresa berlinck - biblioteca ilustrada, sábado e domingo
vera martins - por um fio...ETERNIZADO
vicente de mello - noite americana - interiores
victor lema riqué - el bosque II
yara dewachter-quase verdades
yolima reyes - sorbitos
marcos vilas boas - na altura dos olhos
de 27/3/2008 à 30/4/2008.
Contemplação de avessos

Subverter os dogmas do olhar. Duvidar do sentido da visão instantânea, realista, totalitária. Porque para enxergar é preciso fechar os olhos, se esquecer na ante sala da visão, expandir o nervo ótico até as fronteiras bêbadas da percepção. Olhar de viés. Fazer de lentes, obturadores, disparadores, tripés, filmes, e manuais de fotografia, extensões erráticas do olho, da mente, daquilo que ainda pulsa, vislumbra, aquece, quase esquece e, por fim, registra.

O céu é o mar entre o céu e o mar.

Marcos Vilas Boas contempla a paisagem, soma as matizes do tempo-luz, subtrai a razão do olho-objetivo. Paisagem interior de noites claras em que ondas regurgitam nuvens, devoram azuis e traduzem memórias furtivas em devaneios cromáticos esmaecidos. Olhar até cegar o horizonte, a forma, o domínio e a côr. Copular com o acaso. Contemplar o avesso. Forografar, enfim, a metafísica ocular.

Eder Chiodetto